Leonardo e Leonardos

Agosto 7, 2008

O ano é 1452 e do lado de lá do rio Arno nascia um garoto que atravessaria a ponte e viria a integrar um grupo de artistas em Florença, local onde pulsava a cultura renascentista sob os auspícios dos Medici. Seu nome era Leonardo e até hoje nos surpreendemos com sua genialidade. Florença tem dele a marca em nome de rua e atrai turistas por causa dele e da história viva de seu competidor, autor da escultura de Davi, um símbolo de concretização da arte.
Desse período, marcado pelo renascimento cultural, sobrou a mais importante de todas as mudanças, o humanismo, que trouxe o homem para o centro do conhecimento. Mas em pleno século XV, Leonardo não sabia disso.Hoje os Leonardos não precisam ser geniais, podem ser simplesmente autores, pois dispõem de um território livre para expressar sua arte.
O mundo está em efervescência como Florença esteve um dia e é preciso que se saiba disso. São outras as ferramentas e o estúdio de Verrocchio transformou-se em uma grande rede social, reunindo os Leonardos do século XXI. Estaríamos vivendo em pleno renascimento social?
Florença “ferve”. Quem não vê isso, continua do lado de lá da ponte do rio Arno.

 


Youtube

Julho 27, 2008

 

O  Youtube, já em português,  conseguiu chegar a dois bilhões de exibições mês,  informação do The Wall Street Journal de 9 de julho.  Segundo a Wikipedia o site foi ativado em 2005, portanto só se passaram três anos entre a ativação, a indicação de melhor invenção do ano pela revista Time em 2006 e a exorbitante façanha de 2008.

Muitas pessoas se transformaram em personalidade com a disseminação de vídeos caseiros e muitas empresas foram surpreendidas pela exibição de vídeos que até então eram restritos, mas isso não importa se pensarmos que o mais importante foi derrubar o mito do custo e da dificuldade de se colocar um vídeo na web.

O que não sei se acontece é o uso do Youtube pelas escolas. Fácil e gratuita, a solução poderia ser um excelente apoio para os professores. Aliás, tem muito mais na web, de graça, que poderia ser muito bem aproveitado nas escolas. Mesmo que fosse no ano que vem.


Sem fronteiras

Julho 25, 2008
Oportunidade

Oportunidade

Ganhei essa foto da minha amiga Maria Angela.

São meninos índios, além de Roraima, no interior da Venezuela, lidando com computadores e internet.

Lembrei-me da primeira vez que tive acesso à rede, ainda com tela verde, e cai na Universidade de São Petersburgo. Fiquei tão emocionada que nem consegui ler nada (o texto em inglês),  lembro-me que sai correndo para chamar mais gente para ver onde eu tinha chegado.

Mais tarde, numa viagem aos Estados Unidos, tive o primeiro contato com o Mosaic e fiquei imaginando quando eu poderia ter algo parecido à minha disposição. Sonhei  em ver os lugares que nunca conheci. Viajar era o meu termo, que até hoje prefiro à navegar.

Olhando para esta foto continuo emocionada, pois imagino quantas possibilidades essas tecnologias podem trazer para as pessoas, em todos os lugares.

Do laser à educação, dos jogos aos conteúdos mais elaborados, cada um se desenvolvendo de acordo com seu estágio de aprendizado e com seu tempo. Educação sem muros, conexões com pessoas de qualquer parte do mundo, brincadeiras e diversão pela janela do computador.

Do lado de cá, temos a chance de nos tornarmos fornecedores de soluções para os que dependem delas.  Será que essas crianças trocariam um e-mail comigo?


Evite tropeços

Julho 22, 2008

Os modelos mudam porque nós tropeçamos no velho e caímos no ridículo.
Já perceberam como fica ridículo alguém falando sem parar para uma platéia, sem nenhum material de apresentação e sem dar tempo para perguntas? Não é porque a pessoa fala mal, mas é porque o modelo mudou. Nem aquele ppt com florzinhas serve mais. É preciso ser muito criativo na apresentação, com imagens, casos, novas formas de abordagem e mais que tudo, espaço à participação.
Mas isso não é nada. O problema é que tudo está ficando velho muito rapidamente, ao mesmo tempo em que as pessoas estão permanecendo jovens por muito mais tempo - e ser idoso também tem muito mais charme!
Imagine quem entrou na faculdade esse ano e está estudando Gerência de Rede. Onde ela irá encontrar um departamento de TI daqui a quatro anos para trabalhar? O modelo desses departamentos está em queda vertiginosa, frente às soluções de serviços na web e às soluções de acesso à Internet sem fio, o 3G, por exemplo. Podem falar mal agora, mas daqui a pouco…
Outro modelo em decadência total são os sites institucionais. Páginas estáticas que ninguém quer ler. Quantos desses você visitou nos últimos 30 dias? O que vai ser dos webdesigners?
Quer mais? O que vai ser dos produtores de desktops com o baixo preço dos laptops e o tamanho dos apartamentos diminuindo? Leitores de CD? Só se for para diversão, a rede vai prover armazenamento. Documentos no Google Docs vão substituir o nosso Office de cada dia?
São muitas perguntas precedendo os planos, muitas ameaças de tropeços.

“Atenção tudo é perigoso
Tudo é divino maravilhoso”


Quem está preparado para o futuro?

Julho 20, 2008

Desde muito cedo nas Minas Gerais percebi que pessoas se preocupam com seu lugar no mundo e com seu destino. Acredito que no resto do mundo também, mas eu mesma nunca vivi nesses outros lugares. Vivo em  Brasília e aqui aprendi  sobre a inexorabilidade do futuro,  a cada dia, até não duvidar mais dela.

Em que consiste o inexorável?  Naquilo contra o que nada podemos fazer. No inevitável. Não falo da morte, mas da vida e do que se cria e recria a cada dia, em todas as áreas e em todos os lugares.  Nas crenças abaladas e nas realidades modificadas à nossa revelia.

Em 1899 acreditava-se que a “carruagem sem cavalo” jamais se tornaria tão comum como a bicicleta  e no entanto, menos de 30 anos depois mais de 15 milhões de automóveis já tinham sido vendidos. 

Você pode imaginar a quantidade de negócios surgidos por causa do automóvel? E a quantidade de negócios de deixou de existir? Será que foi fácil para um cocheiro tornar-se motorista?

Em 2008 há muito mais “coisas” acontecendo do que em 1899, será que estamos tão preparados para aprender a dirigir, quanto o cocheiro de 100 anos atrás?

Nem sempre temos  “ um olho no gato outro no peixe”  mas, se assim for,  é bom lembrar que ambos se movem.  E o movimento deles nos desloca.

Em Brasília descobri que as ruas não são iguais em todas as cidades e surpreendi-me  com o ar seco. Aparei o futuro com a ponta dos dedos no teclado de um terminal de computador,  que me deslocou das linhas discadas para wi-fi. Hoje estou intrigada com o dia de amanhã.

Já pensou nisso?


Onqovô?

Julho 19, 2008

 

A resposta para Onqotô foi dada pelo Grupo Corpo  num belíssimo espetáculo de balé que tinha no tema  central a preocupação com “a perplexidade e a inexorável pequeneza do Homem diante da vastidão do Universo

Minha  mineirice me obriga a aproveitar a brilhante idéia do Grupo Corpo  fazendo a pergunta  Onqovô?  E  a parodiar o tema pegando a trilha da  caminhada plena de incertezas para um futuro inexorável.