MPE Brasil – Um prêmio que promove aprendizado sobre gestão

julho 21, 2009

premio MPEO “MPE Brasil – Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas”  é um reconhecimento às micro e pequenas empresas que promovem o aumento a qualidade, da produtividade e da competitividade, pela disseminação de conceitos e práticas de gestão.

No entanto, a candidatura ao prêmio é um processo importante de aprendizado sobre gestão. O empresário  responde um questionário de autoavaliação que é um diagnóstico profundo sobre a empresa. A cada etapa, aprende e descobre como gerir melhor a empresa, quais informações são importantes. Que providências não tomou, mas deveria ter tomado para melhorar seu desempenho. E a inscrição é gratuita. São várias as categorias, com prêmios estaduais e uma premiação nacional.

Na verdade, a participação pode significar um ganho de aprendizado ou a constatação da condição de competitividade e produtividade em que a empresa se encontra. Agora, quem ganha ainda recebe o reconhecimento e participa de uma linda festa.

Vale a pena dar uma olhada no regulamento. Quem não gosta de participar de prêmios pode, ainda, aproveitar para aprender, pois não é necessário se inscrever para ter acesso ao questionário de autoavaliação. Afinal, aprender é sempre um bom negócio.


Futuro e mudanças

julho 3, 2009

Mudanças ocorrem todo o tempo. Pode ser que ocorram no ambiente interno ou externo  à empresa. Em ambos os casos podem ou não afetar diretamente a empresa ou os seus funcionários. Depende da capacidade de cada um em lidar com elas. Normalmente quando as mudanças nos afetam temos resistência, porque mudanças podem abalar nossa zona de conforto. Mas, se somos nós a provocar alguma mudança, não entendemos o desconforto dos outros.  Mudanças internas à empresa, associadas a alteração ou implantação de normas, procedimentos, processos alteram o comportamento das pessoas, mas são mais fáceis no caminho do re-equilíbrio. Por exemplo, quando a loja de tecidos resolve mudar a forma de expor seus produtos, colocando tiras em araras com nome e preço, de forma a permitir que os clientes toquem e examinem os tecidos, os vendedores precisam se acostumar a encontrar a peça no interior da loja, medir, e anotar na tira de exposição a metragem restante. A mudança na forma de expor os tecidos mudou a relação dos vendedores com as peças e eles tiveram que mudar a maneira de orientar, receber e vender. Tiveram de adquirir novas habilidades. Mas não foi tão difícil nem tão demorado.

Mudanças externas à empresa são mais complexas e requerem mais atenção e alteração e/ou inclusão rápida de novas soluções, aprendizados, comportamentos.

Por exemplo, com o avanço da tecnologia da informação as empresas se viram praticamente obrigadas a implantar processos informatizados para controles de vendas, estoques, compras, cadastro de clientes entre outros.  Esse tipo de mudança requer muito mais atenção, porque a empresa precisou perceber que sem processos informatizados começava a perder para a concorrência. As pessoas tiveram que aprender a lidar com novos equipamentos que por sua vez mudaram a forma de fazer as coisas.

Em ambos os casos, inovações provocaram as mudanças e a necessidade de adaptação. Atualmente, a velocidade das mudanças não está facilitando a vida dos profissionais nem a dos dirigentes. Talvez fosse importante pensar em trabalhar comportamentos empreendedores que proporcionassem mais flexibilidade para a lida com as inovações. Em vez de esperar pelas dificuldades a cada mudança, desenvolver a criatividade, a persistência, iniciativa, comprometimento. 

Imagino que dentro de poucos anos, não haverá mais espaço para aqueles que precisam de tempo para um processo de consenso que envolva muitas reuniões e diálogos prolongados.  Precisaremos, cada vez mais, de rapidez de entendimento e de reação, pois o mercado (seja ele qual for) não espera, anda. E veloz.

Por isso penso que futuro e mudanças são a mesma coisa e que ao mesmo tempo em que construímos o futuro ele vem ao nosso encontro.  Como poderia dizer Paulo Freire, o mundo nos muda e nós mudamos o mundo, continuamente. A meu ver, a diferença está na consciência da nossa capacidade. E na coragem de mudarmos a nós mesmos.

DSC00991A


Tudo muda o tempo todo

maio 26, 2009

Comunidades mudam, empresas mudam, pessoas mudam.  Pode ser que as mudanças venham de forma avassaladora,  e afetem  a todos ao mesmo tempo. A recente crise econômica é desse tipo, pois atingiu a todos de alguma forma. Empresas demitiram pessoas, pessoas ficaram com medo e governos tomaram uma série de providências para minimizar seus efeitos.

Mas, pode ser que as mudanças nos peguem devagar e quando percebemos já mudamos e achamos que as coisas sempre foram assim. Atualmente, nem nos lembramos das filas nos bancos, os caixas eletrônicos são tão normais que quando não os encontramos reclamamos por falta deles. Aliás, daqui a pouco, muita gente nem saberá que um dia existiram filas nos bancos. E celular? Dá pra imaginar a vida sem ele? Quando percebemos, eles se tornaram uma parte do nosso corpo, indo conosco a todos os lugares.

Muitas vezes olhamos para trás e nos assustamos ao comparar o que e como éramos e o que e como somos agora. No entanto, difícil mesmo é olhar para o futuro e imaginar como seremos. Como serão as coisas em torno de nós, como será a vida que viveremos.

Os conselhos que lemos nos livros falam de planejarmos o futuro, mas se sabemos por antecipação apenas que o futuro será diferente, como resolver a equação para um resultado futuro?

Se por um lado pensarmos em ter dinheiro, podemos fazer um plano de economias. Mas se vamos aplicar esse dinheiro, o que nos garantirá um saldo positivo? A bolsa? Imóveis? Poupança? Pode ser tudo isso, mas também nada disso, dada a garantia da incerteza.

E não planejar, deixar o rio correr e ir no embalo, seria uma solução? Acredito que não. O segredo, a meu ver, está no planejamento em conjunto com a atenção.

Planejar, observar atentamente, perceber o que está mudando, rever o planejamento. Permanentemente.

Vale para o dinheiro, vale para a carreira, vale para o nosso desenvolvimento pessoal, tão importante para nós, pessoas, como é importante e levado a sério pelas empresas.

O que eu quero ser quando crescer? Um mutante. Mudando com o mundo, mudando o mundo, em constante adequação. Será mais fácil planejando do que esperando acontecer.

jk


Um bom caso sobre livros em Brasília

maio 1, 2009

 

“Luiz Amorim, 41 anos,  é o fundador do Açougue Cultural T-Bone em Brasília. Em 1994, conseguiu comprar a loja e instalou uma estante com dez livros para emprestar e arrecadar doações e transformou-a no primeiro AÇOUGUE CULTURAL DO MUNDO.”

A biblioteca foi aumentando, foi complementada com Noites Culturais, reunindo na rua, em frente ao Açougue, artistas, poetas, músicos, escritores e muita gente, que também foi aumentando até tomar conta de toda a rua.

Hoje a ONG T-Bone é apoiada por várias organizações publicas e privadas. O Açougue continua fazendo seu trabalho, a Noite Cultural foi incluída no calendário de eventos de Brasília e os livros ganharam as ruas.

O projeto Parada Cultural funciona assim: “as bibliotecas estão instalados nas próprias paradas de ônibus e emprestam livros a qualquer cidadão sem exigir documentos nem preenchimento de algum cadastro. Os livros estão acondicionados dentro de um armário-estante, especialmente projetados para este fim, e em prateleiras abertas.” Já são 35 bibliotecas e cerca de mil empréstimos diários.

Isso é ou não é coisa de Primeiro Mundo?

E tem mais: um blog imperdível!


Livros e bibliotecários

abril 26, 2009

Li o super post do Sérgio Storch dedicado aos bibliotecários e não pude deixar de refletir sobre a situação deles. Enquanto o Sérgio, muito bem, dirige a questão a uma nova formação nas IES, eu prefiro acreditar numa nova profissão, com novos papéis, deixando o “biblio” em segundo plano. Explico. Houve um tempo em que os copistas faziam livros, tive a sorte de ver alguns visitando museus, que ficariam guardados a sete chaves para alguns privilegiados. Trabalho árduo e reservado, como descrito por Umberto Eco em O Nome da Rosa.

Quando Goethe vai à Itália (1786-88) ele se surpreende por não encontrar intelectuais em visita a uma livraria, o que retrata o elitismo da leitura em pleno Século das Luzes.

Nos dois séculos seguintes surgiram mais bibliotecas e livrarias, mas isso não representou o acesso à informação. Comprar livros era para poucos (ainda o é, de certa forma) e freqüentar bibliotecas era coisa de intelectual, também poucos. Até porque em 1920 o “percentual de analfabetos no país referente a todas as idades é de 75% e na população de 15 anos e mais é de 65%” (veja Pedagogia em Foco).

Atualmente, há muita facilidade em se obter livros, comprando nas livrarias, supermercados, revistarias, pela internet, novos, usados ou emprestando. E os preços já são mais competitivos. Depois doamos, porque o tamanho das casas já não cabe grandes estantes.

Acrescente-se a isso o mundo digital, com livros e mais livros de graça ou quase. O site Domínio Público tem 3.798 obras cadastradas para você ler gratuitamente. A recém lançada Biblioteca Mundial Digital está nos oferecendo, graciosamente, documentos antes inacessíveis.

Isso me faz pensar que, somando a facilidade de obter e fazer circular os livros com o volume de obras digitalizadas, o bibliotecário está num “beco sem saída”. Porque é bem provável que daqui a pouco façamos com os livros o mesmo que com as revistas: lemos, passamos adiante ou jogamos no lixo. O que nos interessar guardar estará no computador (ou nas  nuvens). Você acredita nisso?

 


A empresa revela o empreendedor

abril 7, 2009

 

Do livro A Escola dos Deuses, de Stefano Elio D’ Anna, encontrei uma frase que faz muito sentido para empreendedores.

“Uma empresa é tão vital, rica e longeva quanto as idéias e os princípios do seu fundador.”

O autor acredita que o mundo é aos nossos olhos apenas uma descrição da realidade, que pode ser aprendida ou criada a partir do que carregamos dentro de nós. Acredita que se vivemos no céu ou no inferno estamos vivendo apenas na materialização do que carregamos dentro de nós.

Ora, quantas vezes ficamos sem entender porque uma empresa vai bem enquanto a outra entra em queda?

Seguindo a idéia do autor, poderíamos buscar as causas do sucesso ou do fracasso no intimo do empreendedor. Já pensou nisso?

Uma das características do empreendedor, segundo consta no site do SEBRAE, é o comprometimento, explicado assim:

“- O empreendedor faz um sacrifício pessoal ou despende um esforço extraordinário para completar uma tarefa.
– Colabora com os empregados ou se coloca no lugar deles, se necessário, para terminar um trabalho.
– Se esmera em manter os clientes satisfeitos e coloca em primeiro lugar a boa vontade a longo prazo, acima do lucro a curto prazo.”

É possível perceber por trás disso a existência da empatia, da preocupação com o outro, da atitude correta para consigo mesmo e com a sociedade? E que é por aí que o empreendedor consegue uma empresa de sucesso?

salada


Profissional do Século XXI – um caminho sem volta

março 21, 2009

 

Vivemos um novo tempo que nos encarrega de acúmulos de coisas e responsabilidades.

Não temos mais a nosso serviço outros braços que não os nossos, apesar da muitas referências e equipamentos que se penduram em nós. Somos, hoje, como os caracóis, embora jamais possamos nos esconder na concha transparente às nossas costas.

A tecnologia, extensão das nossas possibilidades, facilita, envolve e auxilia ao mesmo tempo em que nos permite (ou obriga?) atuar como se fossemos vários ao mesmo tempo.

Você sabia que videorepórter é uma nova profissão? E que esse profissional pode acumular, ainda!, a profissão de editor?

Rita Elisa Durigan é um exemplo desse novo profissional. Jornalista jovem, bonita, simpática e profissional do século XXI, com câmera e microfone em punho, realiza as entrevistas, capta imagens, corre para o computador, edita e publica. Ufa!

Veja como ela trabalha na foto tirei durante o evento Web Expo Fórum, em São Paulo, dia 18 de março. E não deixe de assistir o vídeo que mostra o resultado deste trabalho.

Observe e aprenda você também. O novo tempo é para os atrevidos, acumuladores de competências, capazes de mesclar atividades para produzir resultados.

Agradeço à Rita pelo excelente exemplo.

entrevista