O ano é 1452 e do lado de lá do rio Arno nascia um garoto que atravessaria a ponte e viria a integrar um grupo de artistas em Florença, local onde pulsava a cultura renascentista sob os auspícios dos Medici. Seu nome era Leonardo e até hoje nos surpreendemos com sua genialidade. Florença tem dele a marca em nome de rua e atrai turistas por causa dele e da história viva de seu competidor, autor da escultura de Davi, um símbolo de concretização da arte.
Desse período, marcado pelo renascimento cultural, sobrou a mais importante de todas as mudanças, o humanismo, que trouxe o homem para o centro do conhecimento. Mas em pleno século XV, Leonardo não sabia disso.Hoje os Leonardos não precisam ser geniais, podem ser simplesmente autores, pois dispõem de um território livre para expressar sua arte.
O mundo está em efervescência como Florença esteve um dia e é preciso que se saiba disso. São outras as ferramentas e o estúdio de Verrocchio transformou-se em uma grande rede social, reunindo os Leonardos do século XXI. Estaríamos vivendo em pleno renascimento social?
Florença “ferve”. Quem não vê isso, continua do lado de lá da ponte do rio Arno.


Escrito por marciamatos 