Futuro e mudanças

julho 3, 2009

Mudanças ocorrem todo o tempo. Pode ser que ocorram no ambiente interno ou externo  à empresa. Em ambos os casos podem ou não afetar diretamente a empresa ou os seus funcionários. Depende da capacidade de cada um em lidar com elas. Normalmente quando as mudanças nos afetam temos resistência, porque mudanças podem abalar nossa zona de conforto. Mas, se somos nós a provocar alguma mudança, não entendemos o desconforto dos outros.  Mudanças internas à empresa, associadas a alteração ou implantação de normas, procedimentos, processos alteram o comportamento das pessoas, mas são mais fáceis no caminho do re-equilíbrio. Por exemplo, quando a loja de tecidos resolve mudar a forma de expor seus produtos, colocando tiras em araras com nome e preço, de forma a permitir que os clientes toquem e examinem os tecidos, os vendedores precisam se acostumar a encontrar a peça no interior da loja, medir, e anotar na tira de exposição a metragem restante. A mudança na forma de expor os tecidos mudou a relação dos vendedores com as peças e eles tiveram que mudar a maneira de orientar, receber e vender. Tiveram de adquirir novas habilidades. Mas não foi tão difícil nem tão demorado.

Mudanças externas à empresa são mais complexas e requerem mais atenção e alteração e/ou inclusão rápida de novas soluções, aprendizados, comportamentos.

Por exemplo, com o avanço da tecnologia da informação as empresas se viram praticamente obrigadas a implantar processos informatizados para controles de vendas, estoques, compras, cadastro de clientes entre outros.  Esse tipo de mudança requer muito mais atenção, porque a empresa precisou perceber que sem processos informatizados começava a perder para a concorrência. As pessoas tiveram que aprender a lidar com novos equipamentos que por sua vez mudaram a forma de fazer as coisas.

Em ambos os casos, inovações provocaram as mudanças e a necessidade de adaptação. Atualmente, a velocidade das mudanças não está facilitando a vida dos profissionais nem a dos dirigentes. Talvez fosse importante pensar em trabalhar comportamentos empreendedores que proporcionassem mais flexibilidade para a lida com as inovações. Em vez de esperar pelas dificuldades a cada mudança, desenvolver a criatividade, a persistência, iniciativa, comprometimento. 

Imagino que dentro de poucos anos, não haverá mais espaço para aqueles que precisam de tempo para um processo de consenso que envolva muitas reuniões e diálogos prolongados.  Precisaremos, cada vez mais, de rapidez de entendimento e de reação, pois o mercado (seja ele qual for) não espera, anda. E veloz.

Por isso penso que futuro e mudanças são a mesma coisa e que ao mesmo tempo em que construímos o futuro ele vem ao nosso encontro.  Como poderia dizer Paulo Freire, o mundo nos muda e nós mudamos o mundo, continuamente. A meu ver, a diferença está na consciência da nossa capacidade. E na coragem de mudarmos a nós mesmos.

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Um olho no peixe, outro no gato

setembro 8, 2008

 

Quando uma empresa inova, outras empresas correm risco de ver seus clientes mudarem de fornecedor. Quando uma empresa lança novos produtos, outras empresas correm risco de ficar com seus velhos produtos estocados. Quando nasce um produto muito inovador, tem muita gente que não acredita nele e depois dança, porque o produto evolui, toma conta do mercado, fica mais acessível.  Derruba estratégias, abala negócios.

O mesmo acontece com os serviços. Alguém melhora, agrega um valor novo e outros perdem espaço, perdem clientes, perdem dinheiro. Houve um tempo em que uma padaria sobrevivia de vender pão, hoje ela já vende até almoço. Houve um tempo em que um salão de beleza sobrevivia de cortar e pentear, hoje ele precisa colorir, amaciar, hidratar, vender os cremes, os shampoos , servir cafezinho e outras comodidades.

Não basta olhar pra dentro da empresa. Tem de olhar também pro lado, em volta e ao longe. Tudo ao mesmo tempo. Porque sempre tem coisa acontecendo e indicando a necessidade de mudar.

Veja o caso do restaurante a quilo, meu vizinho, que é muito bom e vivia lotado. Bastou que na esquina abrissem um restaurante com um serviço de saladas cortadas e temperadas na hora para que ele perdesse metade (acho que deve ser mais ou menos isso) dos clientes.  Será que ele recuperaria os clientes se passasse a servir salada cortada? Acho que nem todos, mas se encontrasse outra solução, talvez sim. Quem sabe servindo comida japonesa. Ou alimentos vivos. Ou entregando a comida nos escritórios próximos?

Não sei para onde vai tudo isso. Mas sei que não dá pra ficar parado. Senão vem o gato…


Evite tropeços

julho 22, 2008

Os modelos mudam porque nós tropeçamos no velho e caímos no ridículo.
Já perceberam como fica ridículo alguém falando sem parar para uma platéia, sem nenhum material de apresentação e sem dar tempo para perguntas? Não é porque a pessoa fala mal, mas é porque o modelo mudou. Nem aquele ppt com florzinhas serve mais. É preciso ser muito criativo na apresentação, com imagens, casos, novas formas de abordagem e mais que tudo, espaço à participação.
Mas isso não é nada. O problema é que tudo está ficando velho muito rapidamente, ao mesmo tempo em que as pessoas estão permanecendo jovens por muito mais tempo – e ser idoso também tem muito mais charme!
Imagine quem entrou na faculdade esse ano e está estudando Gerência de Rede. Onde ela irá encontrar um departamento de TI daqui a quatro anos para trabalhar? O modelo desses departamentos está em queda vertiginosa, frente às soluções de serviços na web e às soluções de acesso à Internet sem fio, o 3G, por exemplo. Podem falar mal agora, mas daqui a pouco…
Outro modelo em decadência total são os sites institucionais. Páginas estáticas que ninguém quer ler. Quantos desses você visitou nos últimos 30 dias? O que vai ser dos webdesigners?
Quer mais? O que vai ser dos produtores de desktops com o baixo preço dos laptops e o tamanho dos apartamentos diminuindo? Leitores de CD? Só se for para diversão, a rede vai prover armazenamento. Documentos no Google Docs vão substituir o nosso Office de cada dia?
São muitas perguntas precedendo os planos, muitas ameaças de tropeços.

“Atenção tudo é perigoso
Tudo é divino maravilhoso”


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