Quem está preparado para o futuro?

julho 20, 2008

Desde muito cedo nas Minas Gerais percebi que pessoas se preocupam com seu lugar no mundo e com seu destino. Acredito que no resto do mundo também, mas eu mesma nunca vivi nesses outros lugares. Vivo em  Brasília e aqui aprendi  sobre a inexorabilidade do futuro,  a cada dia, até não duvidar mais dela.

Em que consiste o inexorável?  Naquilo contra o que nada podemos fazer. No inevitável. Não falo da morte, mas da vida e do que se cria e recria a cada dia, em todas as áreas e em todos os lugares.  Nas crenças abaladas e nas realidades modificadas à nossa revelia.

Em 1899 acreditava-se que a “carruagem sem cavalo” jamais se tornaria tão comum como a bicicleta  e no entanto, menos de 30 anos depois mais de 15 milhões de automóveis já tinham sido vendidos. 

Você pode imaginar a quantidade de negócios surgidos por causa do automóvel? E a quantidade de negócios de deixou de existir? Será que foi fácil para um cocheiro tornar-se motorista?

Em 2008 há muito mais “coisas” acontecendo do que em 1899, será que estamos tão preparados para aprender a dirigir, quanto o cocheiro de 100 anos atrás?

Nem sempre temos  “ um olho no gato outro no peixe”  mas, se assim for,  é bom lembrar que ambos se movem.  E o movimento deles nos desloca.

Em Brasília descobri que as ruas não são iguais em todas as cidades e surpreendi-me  com o ar seco. Aparei o futuro com a ponta dos dedos no teclado de um terminal de computador,  que me deslocou das linhas discadas para wi-fi. Hoje estou intrigada com o dia de amanhã.

Já pensou nisso?


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