Tecnologia sem carimbo não vale

fevereiro 12, 2009

carimbos1A cada dia me admiro mais com o uso do carimbo. Repara que os documentos de origens as mais diversas, pra valer mesmo, precisam ser carimbados. Nos cartórios é assim. Nos órgãos públicos também. Até no aeroporto, depois de você efetuar todos os procedimentos, da compra até o check-in pelo computador, é necessário carimbar…

Você usa o computador, produz, preenche, imprime. E carimba.

De certa forma, é divertido pensar que mediante tanta tecnologia, tantos softwares, sistemas, sites de comércio eletrônico, certificação digital o carimbo seja tão necessário. Tanto é que já foi criado um carimbo do tempo para certificar a certificação.

Comparo a resistência do carimbo a das baratas, cuja origem remonta a 400 milhões de anos. Apesar de não ser tão antigo quanto elas, o carimbo precede os selos postais e começou a ser usado no Brasil no século XVII e continua em plena forma.

Consta que quem o concebeu da forma como é hoje foi o rei português D. Diniz, em 1305, uma evolução dos lacres de cera com a marca do anel do rei.

Com poucas mudanças nos formatos e nos materiais com que são produzidos, os carimbos resistem firmemente à tecnologia, persistindo nas mesas, gavetas e balcões para confirmar – dar autenticidade – aos atos dos usuários da tecnologia da informação. Ou seja, servindo do mesmo fim ao longo dos séculos.

Quer mais? Carimbos podem ser, ainda hoje, um bom negócio, pois sendo tão necessários será necessário também quem os produza.


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