Um bom caso sobre livros em Brasília

maio 1, 2009

 

“Luiz Amorim, 41 anos,  é o fundador do Açougue Cultural T-Bone em Brasília. Em 1994, conseguiu comprar a loja e instalou uma estante com dez livros para emprestar e arrecadar doações e transformou-a no primeiro AÇOUGUE CULTURAL DO MUNDO.”

A biblioteca foi aumentando, foi complementada com Noites Culturais, reunindo na rua, em frente ao Açougue, artistas, poetas, músicos, escritores e muita gente, que também foi aumentando até tomar conta de toda a rua.

Hoje a ONG T-Bone é apoiada por várias organizações publicas e privadas. O Açougue continua fazendo seu trabalho, a Noite Cultural foi incluída no calendário de eventos de Brasília e os livros ganharam as ruas.

O projeto Parada Cultural funciona assim: “as bibliotecas estão instalados nas próprias paradas de ônibus e emprestam livros a qualquer cidadão sem exigir documentos nem preenchimento de algum cadastro. Os livros estão acondicionados dentro de um armário-estante, especialmente projetados para este fim, e em prateleiras abertas.” Já são 35 bibliotecas e cerca de mil empréstimos diários.

Isso é ou não é coisa de Primeiro Mundo?

E tem mais: um blog imperdível!


Nossos atos revelam quem somos. Vale agir frente ao espelho

dezembro 10, 2008
Qual é a situação das pessoas por trás dos copos? E a sua, olhando a foto?

Qual é a situação das pessoas por trás dos copos? E a sua, olhando a foto?

Aprendi que é impossível esconder quem somos, pois estamos nos revelando em tudo que fazemos. Se escrevemos, desenhamos, pintamos, brincamos, conversamos, brigamos, comemos estamos nos revelando. Nossas escolhas sempre fazem revelações importantes sobre nós. Nossas reações aos eventos revelam quem somos. E vai por aí!
O problema é que nem todos sabem disso. Perdemos a oportunidade de crescer, melhorando a nós mesmos e as nossas relações com o simples ato de nos olhar no espelho. Prestar atenção nas imagens que revelamos por meio das nossas ações. Prestar atenção nas imagens que criamos ao ler outras imagens e atos de outras pessoas.
Essas leituras nos farão melhores. Cada um que se melhora, melhora a humanidade. Tente. Experimente.


Modelos mudam com novas tecnologias

outubro 5, 2008

 

No campo das tecnologias da comunicação e informação, equipamentos que não são novos, mas que estão se popularizando em função de preços mais acessíveis, sugerem inovações no jeito de fazer as coisas.

Veja o caso dos notebooks, que podem ser adquiridos em doze parcelas de menos de R$ 200,00, pois os preços estão compatíveis com os de alguns eletrodomésticos, como geladeiras, televisores e máquinas de lavar.

Isso pode mudar estratégias empresariais, recursos educacionais ou melhorar o desempenho de vários profissionais.

No mundo empresarial não há mais motivo para manter um parque de microcomputadores, que dormem após às 18 horas. Cada funcionário poderia levar consigo seu notebook e manter sua vida pessoal e profissional relacionada a um único equipamento.

Também não há mais motivo para que uma empresa mantenha um parque de rede e uma estrutura de serviços para seus funcionários. Ela poderia, simplesmente, manter seu site e ter o acesso dos funcionários por meio de solução 3G acoplada aos seus notebooks.

Plugados na web os funcionários estariam aprendendo mais, agregando valor à empresa por meio de conhecimentos e relacionamentos na rede.

Escolas deveriam começar a pensar da mesma forma (aliás, algumas já estão pensando, vejam o vídeo).

Como ia dizendo, modelos mudam e o modelo “site” deverá substituir o modelo de TI nas empresas (lembram-se de quando o CPD mudou para CI?).

Enquanto isso, para os pequenos negócios, que não possuem mesmo nenhuma estrutura de TI, a web já é uma solução, simples, barata em equipamentos e na maioria das vezes, gratuita em serviços.

 

 


e-c@ausos

setembro 25, 2008

Ganhei o livro e li – rapidinho, como quem devora um doce!

São empreendedores que se defrontaram com o nascimento e queda (bolha!) da Internet, num período muito intrigante – a história contará isso um dia – em torno do ano 2000.

Além da minha total identificação com aquele momento,  da curiosidade em conhecer o outro lado da moeda, porque à época o meu lado era o do usuário, estou grata pela oportunidade de embrenhar-me nos meandros do comportamento empreendedor , puro e ingênuo, dos grandes sonhadores. Uma tribo de jovens, acreditando no sonho, idealizando realizações e ignorando os riscos no enfrentamento aos desafios, que hoje poderiam ser classificados de malucos.

Mas, ai do mundo se não fossem os malucos, que acreditam e não medem esforços para correr atrás de seus sonhos!

Poucos anos se passaram desde que tudo aconteceu, mas parecem séculos. A vida deles mudou, mas da forma como eles contam parece que era para mudar mesmo e que as marcas são troféus e não cicatrizes das quedas e arranhões.

Aprendi muito. Descobri que o grande responsável pelo comportamento empreendedor é o coração. Tudo mais é conseqüência.

Parabéns ao Índio Brasileiro pela brilhante idéia. Obrigada Gil.

 

 

 


Educação com e sem distância é – e será – sempre educação

setembro 16, 2008

 

Acabo de chegar do Congresso Internacional da ABED, em Santos, onde passei um dia. Com frio e com chuva, pude ouvir algumas autoridades e vasculhar uma boa pilha de livros, tentando o inusitado.

Gostei foi da palestra “What students need today”, por Jeff Borden – eCollege. Foi a primeira vez, em três congressos internacionais da ABED, que ouvi alguém falando dos estudantes.

 

Ele alerta para as mudanças de comportamento dos jovens diante das possibilidades tecnológicas e da necessidade dos processos educacionais se re-orientarem frente ao uso que eles já fazem das tecnologias. Além da capacidade que eles têm de fazer várias coisas ao mesmo tempo – multitarefa – e da capacidade de aprender em situações as mais variadas, incluindo na web 2.0.

 

Entendo que aquele tempo de estudar em uma sala silenciosa, lendo um livro com as portas fechadas, está chegando ao fim. Já pensaram nisso? Arquivos em pdf… nem pensar. Como fazer uso das tecnologias em educação atendendo a essa nova geração? Talvez por isso tudo que se disse no Congresso sobre design instrucional teve apelo para uma maioria. Talvez por isso se fale tanto em tecnologia.

 

Vale recordar a definição de educação que está no artigo primeiro da Lei de Diretrizes e Bases brasileira: educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.”

 

O que os jovens estão nos dizendo, indiretamente, é que deveríamos aproveitar a definição. E, talvez, só com o uso mais amplo das tecnologias chegaremos lá, pois elas nos permitirão envolver situações e pessoas para além da escola.

 

Porque a distância não existe, é apenas uma ilusão mediante o paradigma presencial vigente. E a educação é nossa obrigação para com todos, dispondo dos meios possíveis e impossíveis, porque o impossível é apenas aquilo que desconhecemos, ou possibilidades que desconsideramos.


Youtube

julho 27, 2008

 

 

 

O  Youtube, já em português,  conseguiu passar de um bilhão de exibições dia, informação do The Wall Street Journal de 9 de julho. Segundo a Wikipedia o site foi ativado em 2005, portanto só se passaram três anos entre a ativação, a indicação de melhor invenção do ano pela revista Time em 2006 e a exorbitante façanha de 2008.

Muitas pessoas se transformaram em personalidade com a disseminação de vídeos caseiros e muitas empresas foram surpreendidas pela exibição de vídeos que até então eram restritos, mas isso não importa se pensarmos que o mais importante foi derrubar o mito do custo e da dificuldade de se colocar um vídeo na web.

O que não sei se acontece é o uso do Youtube pelas escolas. Fácil e gratuita, a solução poderia ser um excelente apoio para os professores. Aliás, tem muito mais na web, de graça, que poderia ser muito bem aproveitado nas escolas. Mesmo que fosse no ano que vem.


Sem fronteiras

julho 25, 2008
Oportunidade

Oportunidade

Ganhei essa foto da minha amiga Maria Angela.

São meninos índios, além de Roraima, no interior da Venezuela, lidando com computadores e internet.

Lembrei-me da primeira vez que tive acesso à rede, ainda com tela verde, e cai na Universidade de São Petersburgo. Fiquei tão emocionada que nem consegui ler nada (o texto em inglês),  lembro-me que sai correndo para chamar mais gente para ver onde eu tinha chegado.

Mais tarde, numa viagem aos Estados Unidos, tive o primeiro contato com o Mosaic e fiquei imaginando quando eu poderia ter algo parecido à minha disposição. Sonhei  em ver os lugares que nunca conheci. Viajar era o meu termo, que até hoje prefiro à navegar.

Olhando para esta foto continuo emocionada, pois imagino quantas possibilidades essas tecnologias podem trazer para as pessoas, em todos os lugares.

Do laser à educação, dos jogos aos conteúdos mais elaborados, cada um se desenvolvendo de acordo com seu estágio de aprendizado e com seu tempo. Educação sem muros, conexões com pessoas de qualquer parte do mundo, brincadeiras e diversão pela janela do computador.

Do lado de cá, temos a chance de nos tornarmos fornecedores de soluções para os que dependem delas.  Será que essas crianças trocariam um e-mail comigo?


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