Um bom caso sobre livros em Brasília

maio 1, 2009

 

“Luiz Amorim, 41 anos,  é o fundador do Açougue Cultural T-Bone em Brasília. Em 1994, conseguiu comprar a loja e instalou uma estante com dez livros para emprestar e arrecadar doações e transformou-a no primeiro AÇOUGUE CULTURAL DO MUNDO.”

A biblioteca foi aumentando, foi complementada com Noites Culturais, reunindo na rua, em frente ao Açougue, artistas, poetas, músicos, escritores e muita gente, que também foi aumentando até tomar conta de toda a rua.

Hoje a ONG T-Bone é apoiada por várias organizações publicas e privadas. O Açougue continua fazendo seu trabalho, a Noite Cultural foi incluída no calendário de eventos de Brasília e os livros ganharam as ruas.

O projeto Parada Cultural funciona assim: “as bibliotecas estão instalados nas próprias paradas de ônibus e emprestam livros a qualquer cidadão sem exigir documentos nem preenchimento de algum cadastro. Os livros estão acondicionados dentro de um armário-estante, especialmente projetados para este fim, e em prateleiras abertas.” Já são 35 bibliotecas e cerca de mil empréstimos diários.

Isso é ou não é coisa de Primeiro Mundo?

E tem mais: um blog imperdível!


Livros e bibliotecários

abril 26, 2009

Li o super post do Sérgio Storch dedicado aos bibliotecários e não pude deixar de refletir sobre a situação deles. Enquanto o Sérgio, muito bem, dirige a questão a uma nova formação nas IES, eu prefiro acreditar numa nova profissão, com novos papéis, deixando o “biblio” em segundo plano. Explico. Houve um tempo em que os copistas faziam livros, tive a sorte de ver alguns visitando museus, que ficariam guardados a sete chaves para alguns privilegiados. Trabalho árduo e reservado, como descrito por Umberto Eco em O Nome da Rosa.

Quando Goethe vai à Itália (1786-88) ele se surpreende por não encontrar intelectuais em visita a uma livraria, o que retrata o elitismo da leitura em pleno Século das Luzes.

Nos dois séculos seguintes surgiram mais bibliotecas e livrarias, mas isso não representou o acesso à informação. Comprar livros era para poucos (ainda o é, de certa forma) e freqüentar bibliotecas era coisa de intelectual, também poucos. Até porque em 1920 o “percentual de analfabetos no país referente a todas as idades é de 75% e na população de 15 anos e mais é de 65%” (veja Pedagogia em Foco).

Atualmente, há muita facilidade em se obter livros, comprando nas livrarias, supermercados, revistarias, pela internet, novos, usados ou emprestando. E os preços já são mais competitivos. Depois doamos, porque o tamanho das casas já não cabe grandes estantes.

Acrescente-se a isso o mundo digital, com livros e mais livros de graça ou quase. O site Domínio Público tem 3.798 obras cadastradas para você ler gratuitamente. A recém lançada Biblioteca Mundial Digital está nos oferecendo, graciosamente, documentos antes inacessíveis.

Isso me faz pensar que, somando a facilidade de obter e fazer circular os livros com o volume de obras digitalizadas, o bibliotecário está num “beco sem saída”. Porque é bem provável que daqui a pouco façamos com os livros o mesmo que com as revistas: lemos, passamos adiante ou jogamos no lixo. O que nos interessar guardar estará no computador (ou nas  nuvens). Você acredita nisso?

 


Profissional do Século XXI – um caminho sem volta

março 21, 2009

 

Vivemos um novo tempo que nos encarrega de acúmulos de coisas e responsabilidades.

Não temos mais a nosso serviço outros braços que não os nossos, apesar da muitas referências e equipamentos que se penduram em nós. Somos, hoje, como os caracóis, embora jamais possamos nos esconder na concha transparente às nossas costas.

A tecnologia, extensão das nossas possibilidades, facilita, envolve e auxilia ao mesmo tempo em que nos permite (ou obriga?) atuar como se fossemos vários ao mesmo tempo.

Você sabia que videorepórter é uma nova profissão? E que esse profissional pode acumular, ainda!, a profissão de editor?

Rita Elisa Durigan é um exemplo desse novo profissional. Jornalista jovem, bonita, simpática e profissional do século XXI, com câmera e microfone em punho, realiza as entrevistas, capta imagens, corre para o computador, edita e publica. Ufa!

Veja como ela trabalha na foto tirei durante o evento Web Expo Fórum, em São Paulo, dia 18 de março. E não deixe de assistir o vídeo que mostra o resultado deste trabalho.

Observe e aprenda você também. O novo tempo é para os atrevidos, acumuladores de competências, capazes de mesclar atividades para produzir resultados.

Agradeço à Rita pelo excelente exemplo.

entrevista

 

 


O mundo digital ao vivo

janeiro 26, 2009
Vista geral do galpão

Vista do galpão

Campos Party é isso. A vida que existe no mundo digital se deixa ver nos rostos jovens, nos cabelos coloridos, nos computadores de tipos, tamanhos e cores os mais variados. Nos programas, blogs, sons, imagens, conversas, troca de experiência, projetos. Muitos projetos visando ampliar as oportunidades e ampliando o “que fazer” dentro dos bits e bytes convertidos em páginas e funcionalidades diversas. Tudo parece uma festa, mas há seriedade nas propostas, na maneira de falar e na vontade de fazer o digital crescer ainda mais.

 

Dormindo em barracas, recostados nos puffs ou com a cabeça derrubada sobre a mesa, os meninos e meninas web são como páginas fugazes da Internet, como os avatares dos jogos, como banners de mídia digital. Eles existem e gostam do que fazem, pois só o prazer permite a delonga no exercício do fazer até o sono.Há que acreditar nessa geração, que apesar de tudo ainda precisa aprender a fazer conta para encarar de vez o mundo dos negócios. Mas será mesmo o negócio o mundo deles?

 

Alojamento localizado ao lado do galpão

Alojamento localizado ao lado do galpão

 

E assim assistem palestras...

E assim assistem palestras...

 


Mais um blog do bem

janeiro 24, 2009

blogsergiorgio é uma figura impar, que sabe muito de muita coisa e com quem conversar faz o tempo voar. Ele acaba de inaugurar um blog, meio pessoal meio profissional e nos surpreende com uma e outra abordagem. Além de ler o que ele escreve é bem bom prestar atenção nas dicas que ele dá e nas referências que usa, pois vale a pena correr atrás. Ela já me deu muitas pistas: livros, filmes, histórias, sem falar nos muitos artigos capturados na rede, em sites que só ele encontra. Todas que segui valeram muito, foram importantes, úteis ou até divertidas.  Que bom que agora vamos tê-lo sempre por perto. Recomendo!


Uma coisa importante que aprendi em Barcelona

dezembro 8, 2008

Foco. Se tenho uma única fonte de luz, só poderei enxergar bem se a luz for corretamente direcionada. Correto? Assim é fácil.

Se tenho duas lanternas posso ver duas coisas diferentes, ou dar mais luz para ver a mesma coisa. Já é um pouco mais difícil, porém não é muito complicado para decidir ou para resolver o que será melhor para fazer.

Difícil mesmo será quando a luz for representada por um objetivo – único – que deverá – necessariamente – traduzir-se em resultados.

Difícil mesmo será focalizar e manter a mão! Segurando pra valer! De jeito que a “luz” não ilumine nada que possa interferir no resultado almejado.

Vi isso em Barcelona Ativa, agencia de desenvolvimento da prefeitura de Barcelona. Criada em 1986, como incubadora de empresas, a agência atualmente promove o empreendedorismo, com foco total na geração e empregos.

Aprendi que é possível separar aquilo que serve daquilo que não serve ao objetivo, sem maltratar, magoar ou ignorar os envolvidos. A entidade mantém suas portas abertas para todos, mas cuida direitinho de “quem quer dar certo”. Todos podem chegar e aprender, de graça. Quem estiver, verdadeira e genuinamente, com vontade, interessado irá adiante com a ajuda dos especialistas.

Sabemos que empreender é ação do empreendedor, mas eles vão adiante, criando as condições sem interferir na vida de ninguém. Com verdade e sem paternalismo. Com objetividade e seriedade. Com foco. Não fazem absolutamente nada que não esteja estritamente relacionado à geração de emprego por meio da iniciativa empreendedora. E obtêm os resultados.

É só entrar
É só entrar


Modelos mudam com novas tecnologias

outubro 5, 2008

 

No campo das tecnologias da comunicação e informação, equipamentos que não são novos, mas que estão se popularizando em função de preços mais acessíveis, sugerem inovações no jeito de fazer as coisas.

Veja o caso dos notebooks, que podem ser adquiridos em doze parcelas de menos de R$ 200,00, pois os preços estão compatíveis com os de alguns eletrodomésticos, como geladeiras, televisores e máquinas de lavar.

Isso pode mudar estratégias empresariais, recursos educacionais ou melhorar o desempenho de vários profissionais.

No mundo empresarial não há mais motivo para manter um parque de microcomputadores, que dormem após às 18 horas. Cada funcionário poderia levar consigo seu notebook e manter sua vida pessoal e profissional relacionada a um único equipamento.

Também não há mais motivo para que uma empresa mantenha um parque de rede e uma estrutura de serviços para seus funcionários. Ela poderia, simplesmente, manter seu site e ter o acesso dos funcionários por meio de solução 3G acoplada aos seus notebooks.

Plugados na web os funcionários estariam aprendendo mais, agregando valor à empresa por meio de conhecimentos e relacionamentos na rede.

Escolas deveriam começar a pensar da mesma forma (aliás, algumas já estão pensando, vejam o vídeo).

Como ia dizendo, modelos mudam e o modelo “site” deverá substituir o modelo de TI nas empresas (lembram-se de quando o CPD mudou para CI?).

Enquanto isso, para os pequenos negócios, que não possuem mesmo nenhuma estrutura de TI, a web já é uma solução, simples, barata em equipamentos e na maioria das vezes, gratuita em serviços.

 

 


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