Ganhei essa foto da minha amiga Maria Angela.
São meninos índios, além de Roraima, no interior da Venezuela, lidando com computadores e internet.
Lembrei-me da primeira vez que tive acesso à rede, ainda com tela verde, e cai na Universidade de São Petersburgo. Fiquei tão emocionada que nem consegui ler nada (o texto em inglês), lembro-me que sai correndo para chamar mais gente para ver onde eu tinha chegado.
Mais tarde, numa viagem aos Estados Unidos, tive o primeiro contato com o Mosaic e fiquei imaginando quando eu poderia ter algo parecido à minha disposição. Sonhei em ver os lugares que nunca conheci. Viajar era o meu termo, que até hoje prefiro à navegar.
Olhando para esta foto continuo emocionada, pois imagino quantas possibilidades essas tecnologias podem trazer para as pessoas, em todos os lugares.
Do laser à educação, dos jogos aos conteúdos mais elaborados, cada um se desenvolvendo de acordo com seu estágio de aprendizado e com seu tempo. Educação sem muros, conexões com pessoas de qualquer parte do mundo, brincadeiras e diversão pela janela do computador.
Do lado de cá, temos a chance de nos tornarmos fornecedores de soluções para os que dependem delas. Será que essas crianças trocariam um e-mail comigo?

